quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Margarida

A noite chegava sorrateira e da janela da sala, a gentil Margarida olhava a rua. Margarida era uma daquelas jovens sonhadoras, acreditava que um dia seria apanhada por um bonito cavalheiro e levada para longe daquele lugar. E nessa noite, como em todas as outras, ela estava lá, plantada, na janela suspirando.
Perto das oito ela viu o seu tão esperado sonho acontecer. Pedro veio buscá-la. Pedro, moço bonito, que morava na favela vizinha, era um jovem com pouca instrução e ex-presidiário. E naquela noite ele tinha decidido levar Margarida para morar com ele.
Margarida iludida com seu romance, acreditava que seria tudo “um mar de rosas” junto com Pedro, mas já no primeiro dia Pedro mostrara sua verdadeira índole. Margarida pensou em deixá-lo, após levar sua primeira surra, mas desistiu após na manhã seguinte vê-lo tão carinhoso.
Margarida, que resolvera ficar, estava com um olho roxo, alguns belos hematomas pelo corpo e um pequeno medo de Pedro, que por sua vez odiava quando mandava fazer algo e não ser atendido. Margarida descobriu rápido isso.
Passaram-se pelo menos três semanas antes de Pedro ficar novamente violento. A cada dia que se passava Pedro ficava ainda mais violento e perverso, já margarida cada vez mais sofrida e apavorada.
Após anos de casamento e surras constantes, a gentil e já não tão bonita Margarida resolvera que iria dar fim as suas surras constantes. Embreagou Pedro, fê-lo se despir e sentar na sua poltrona. Pedro acreditando que Margarida chuparia seu pênis, ficou logo exitado e bem a vontade na sua poltrona.
Margarida veio em direção a Pedro com toda sua sensualidade feminina. Pedro já estava de pênis ereto e seus olhos já chegavam a virar de prazer. Chupar era a especialidade da boqueteira Margarida.
Ela ajoelhou-se em frente a poltrona e baixou um pouco a cabeça, fazendo com que Pedro quase enlouquecesse. Margarida que estava decidida, pegou debaixo da poltrona o revólver trinta e oito de Pedro. Disparou três vezes contra o peito do exitado Pedro.
Ela própria ligou para a policia e comunicou o assassinato. Chupou o pênis do falecido Pedro, esperando a policia. No julgamento ela declarou-se culpada, mas o jurí a absolveu do seu crime. Hediornamente Margarida vive com marcos, um jovem violento e desinformado.

Thyago C Correia

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