sexta-feira, maio 13, 2016
A fulga.
Postado por
Thyago C. Correia
às
23:31
0
Críticas
sábado, dezembro 12, 2009
A mão direita
Dona Eduarda era uma senhora de quase setenta anos, aposentada, mas toda segunda religiosamente ela ia até o apartamento do Renato cumprir com suas obrigações e deixar tudo limpo e organizado, ela aceitará continuar trabalhando para Renato depois de sua aposentadoria por dois motivos.
O primeiro era que sua aposentadoria era pequena e sempre é bom um rendimento extra, segundo ela pessoalmente ajudou no nascimento do prematuro Renato, trabalhou na casa de sua família até o dia em que os pais de Renato faleceram e depois na sua casa e assim não conseguiu negar o pedido de apenas uma vez por semana dar um jeito em seu apartamento.
Naquela segunda-feira Dona Eduarda acordou cedo como sempre e após cumprir sua rigorosa rotina de aposentada, tomando seu café e conversando com suas plantas em quanto às aguava, vestiu-se com seu vestido verde de trabalho e partiu para casa de Renato, tomou sua condução como sempre e agora na subindo as escadas, procura as chaves da porta em sua bolsa.
Renato nasceu prematuro, com sete meses sua mãe pariu um menino magro e cabeludo, que ganhou do pai o nome de Renato, sua família era abastada e nada lhe faltou na vida, sempre teve tudo que queria, na hora que queria, era um garoto feliz.
Na adolescência ganhou um ar de rebelde. Ficou famoso nas rodas da alta sociedade, com sua arrogância e alto intelecto e com apenas dezesseis anos entrou na universidade de filosofia, um verdadeiro motivo de indignação para seu pai, que desejava ver seu filho, doutor advogado, mas com as bênçãos de sua mãe, ele feliz cursaria o curso que almejou.
Na universidade foi um aluno exemplar, surpreendendo sempre seus professores com suas intervenções e logo ganhou notoriedade, porém quando completou seus dezenove anos seu pai foi acometido de um doença grave e para acalentar seu pai, largou a faculdade de filosofia e começou a fazer Direito, como sempre fora sonho de eu velho.
A Apenas uma semana de sua formatura seu pai não agüentou e se entregou a enfermidade, nunca vendo seu filho formado, isso fez com que Renato ficasse atrasado, abrindo mão de participar de qualquer festividade que marcaria sua formatura.
Sua mãe, de solidão, faleceu apenas um mês depois de seu pai e Renato sufocado de tristeza resolveu vender todas as propriedades da família, comprou um apartamentinho no centro e foi morar lá, sem muito luxo, mas longe de ser um lugar pobre e feio.
Quando Dona Eduarda abriu a porta foi surpreendida pela imagem de Renato caído entre uma poça de sangue, ela deu um súbito grito de horror da porta mesmo, ensaiou um desmaio, mas foi forte, segurou-se na porta até que foi aparada pelas pessoas que já começavam a se juntar para saber o motivo do grito.
Todo o tormento de Renato começou exatos seis meses depois da morte de sua mãe, quando ele sentou-se a mesa para tomar seu café da manhã foi atacado pela sua mão direita com uma ferocidade colossal, “graças a minha mão esquerda sobrevivi”, relatou ao juiz Alfredo, quando pediu autorização para extirpar sua mão direita, que tentava assassiná-lo a todo custo.
Foram inúmeras tentativas frustradas de assassinato, “Minha mão direita trama minha morte a todo instante”, declarou Renato em outro ponto do processo ao juiz Alfredo, que incrédulo olhava com certo medo para Renato, “Temo que não viva muito se o senhor não me permitir arrancar o mal de meu corpo”, afirmou Renato no último instante.
Alfredo era um homem sossegado, formou-se em direito por vontade do pai, mas acabou por criar gosto pela coisa e resolveu que seria Juiz, “Ter o poder de decidir sobre a vida das pessoas me fascina”, repetia sempre Alfredo, agora analisando os fatos, olhando para Renato, ele pensa que é hora de se aposentar.
A decisão de Alfredo deixou Renato desgostoso, a mão não poderia ser extirpada sob pena de prisão, Renato brandiu para o juiz, “O senhor vai ser responsável pela minha morte”, deixando o juiz com certo rancor pela vida, ao terminar a audiência Alfredo escreveu pessoalmente seu pedido de aposentadoria, sorriu para si mesmo e foi entregar pessoalmente.
Dona Eduarda se desvencilhou dos braços que a seguravam e correu até Renato, agora olhando o jovem morto caído em uma imensa poça de sangue ela só conseguia sentir remorso por não ter cuidado melhor do garoto, pegou-o no colo e beijou-lhe a fronte mais uma vez, voltou-se para a platéia que assistia atônita e num ultimo suspiro sorrio mostrando os dentes e cai morta, fruto de um ataque fulminante do coração.
A ambulância não demorou muito, a policia por outro lado, não foi tão eficiente e chegou apenas meia hora depois, procuraram na casa sinal de arrombamento mas não encontraram nem um sinal de roubo, acharam apenas um diário escrito por Renato, a letra era meio tremida, como se escrita com a sua mão menos hábil.
Na última página escrita por Renato os policiais puderam ler.
“Sinto que será hoje, minha mão esquerda vem lutando firmemente, mas já não é a mesma de quando começou, por outro lado a minha mão direita parece mais forte e confiante, ela sente a deterioração de sua oposta, acho que hoje vou morrer assassinado pela minha própria mão direita.”
No dia seguinte a historia estranha de Renato estava em todos os jornais assim como sua ultima declaração em seu diário, varias tentativas de encontrar o Juiz Alfredo foram feitas, mas ele não foi achado, havia se aposentado dois dias antes e não queria ser perturbado, a ler o jornal pela matina lembrou-se do caso e sentindo uma enorme culpa, chorou.
A noite Alfredo sentiu algo estranho acontecendo, acordou assustado, molhado de suor, sozinho na sua enorme cama, ele viu sua mão direita ganhar vida e tentar pela primeira vez seu assassínio, mas graças a velocidade de sua mão esquerda, saiu ileso da primeira tentativa de morte.
Thyago C Correia
Postado por
Thyago C. Correia
às
00:48
0
Críticas
domingo, novembro 15, 2009
A aposta.
Arthur era um homem prático a sua maneira, não gostava de deixar nada para o outro dia e sendo assim, ao descobrir que sua mulher andava se enrabichando para outro homem, resolveu da melhor maneira que podia, contratou Pedro para dar uma surra de advertência no elemento.
A mulher de Arthur, Hadit, era realmente linda, peitos pequenos e durinhos, uma bundinha linda redonda e as pernas, era a perfeição, mas Hadit era uma mulher fogosa e Arthur um homem com pouco tempo para o amor, por isso quando Clodoaldo lhe sorrio maliciosamente pela primeira vez ela adorou.
Pedro era um desses caras que não dispensa um bom dinheiro, mesmo sendo amigo intimo de Clodoaldo não dispensou a oportunidade de ganhar com sua sorte, porém não era um homem dado a violência prática e por isso levou consigo João, um homem que gostava de dar umas boas mãozadas e se ainda ganhasse por isso era ainda melhor.
Clodoaldo era um cara bonito, um homem sem escrúpulos amorosos, solteira, casada, viúva, ele não tinha problemas com nada, “o importante é ser mulher”, repetia sempre a todos que podia, quando viu Hadit pela primeira vez teve um súbito desejo de tê-la e não tardou a trabalhar a pequena.
Era duas da tarde quando Pedro e João cruzaram com o carro por Clodoaldo, ele ao avistar o carro acelerou os passos, mas não houve jeito, “Entra no carro”, brandiu Pedro para Clodoaldo e João se fazendo ver soltou um sorriso. Sem outra alternativa Clodoaldo entrou e sentou-se no banco traseiro.
- É o seguinte Clodoaldo, recebi uma grana pra te dar uma surra, você anda com uma mulher casada assim e coisa e tal.
- Mas Pedro eu ainda nem comi, estava indo agora fazer isso, olha tudo bem você me dar essa surra, mas me deixa comer.
Foi ai que João que estava até agora calado falou, usando um tom de gracejo.
- Você sabendo que vai levar uma boa surra, vai brochar na hora, tenho certeza que não come.
Pedro que não perdia a oportunidade de ganhar alguma “gaita”, pensou logo, “é agora que aumento meus ganhos” e propôs a João.
- Que tal apostarmos, cinqüenta contos como meu amigo Clodoaldo come a dita cuja.
- Pois eu aposto contigo Pedro e nem pense que vou maneirar contigo Clodoaldo, vais levar uma surra das boas.
E assim os três se dirigiram para o local que Clodoaldo e Hadit haviam combinado, um apartamentozinho de um amigo de Clodoaldo, ele entrou e após dez minutos foi a vez de Hadit entrar, passaram-se pelo menos duas horas antes de Hadit descer sorridente, um sorriso desses de mulher que foi bem comida.
- Esse sorriso é prova inconteste, meu amigo Clodoaldo fez o trabalho na pequena.
Falou maliciosamente Pedro estendendo a mão para João colocar os cinqüenta contos.
- Não acredito que o cretino conseguiu fazer o pau levantar sabendo que vai levar uma surra.
Brandiu João, que sem maiores cerimônias pagou a Pedro. Dez minutos se passaram até que Clodoaldo com um sorriso vitorioso descesse a escadaria, sem nenhuma resistência sentou-se no banco traseiro e disse.
- Pode me bater agora, agora sim eu mereço, comi e que comida.
João parecia fumaçar de raiva, passou para o banco de traz e não tardou a começar a dar bons safanões em Clodoaldo que rezava agradecido a deus e a seu amigo Pedro entre um gemido e outro.
Thyago C Correia
Novembro de 2009
Postado por
Thyago C. Correia
às
09:28
2
Críticas
terça-feira, novembro 10, 2009
A traição.
Rodrigo era um gordo de meia idade rico e bem sucedido, que casara com uma linda jovem 20 anos mais moça, Leda linda morena de seios durinhos, um belo par de pernas e uma bunda de fazer inveja a todas as madrinhas de bateria, e isso fazia de Rodrigo o homem mais cheio de certeza que se pode encontrar, apesar de nunca ter encontrado motivo algum, ele não tinha dúvidas, era corno.
- É batata senhor André, digo mais é batatíssima, minha mulher me corneia e eu quero que você descubra com quem.
Disse a André detetive particular que tinha contratado para seguir e descobrir as traições da mulher, André que não dispensa um bom dinheiro, nem pensou duas vezes antes de aceitar o caso e sair atrás de Leda, mulher de Rodrigo.
André logo na primeira semana constatou o que era sabido por muitos, Leda era uma verdadeira santa, mulher honesta e cheia de boa vontade, uma participante ativa das atividades da igreja.
Uma vez ou outra André tinha a quase certeza de pegar em flagrante Leda, mas sempre era surpreendido por alguma atividade de obra caridosa. Certa vez Leda saiu de casa com uma saia e uma blusinha que deixou André atordoado ele a seguiu avido de encontrar a mulher pulando a cerca, mas logo percebeu que ela estava indo ajudar a distribuir comida aos pobres.
No fim da segunda semana André foi até Rodrigo e disse:
- Santa! Sua mulher é uma santa, não te bota nem seque um único par de chifres, nem com fantasmas!
Rodrigo não quis nem saber, afirmou novamente seu conhecimento e pagou por mais três semanas inteiras e como Leda era realmente uma mulher que dava gosto de olhar, achou por bem atender o pedido do homem.
E mais três semanas se passaram com André olhando Leda e a desejando, já sonhava em pegar a mulher do “patrão” pulando a cerca e quem sabe fazer alguma chantagem com ela e ganhar ao menos uns beijinhos.
Para desespero de Rodrigo que não se conformava em não ser corno e para a tristeza de André que desejava ver alguma sacanagem com Leda, ela era uma mulher pudica, nada, nessas três semanas ela não traiu uma só vez Rodrigo, ela era uma mulher fiel.
Acabando as três semanas André foi até Rodrigo relatar que nada tinha encontrado que desacreditasse sua bela esposa.
- Santa! Sua mulher é uma santa, não te bota nem um par de chifres, nem com fantasmas!
Rodrigo ensaiou um protesto, quis levantar e brigar com André, pensava “Que canalha, contrato um detetive e o sacana não faz seu trabalho”, mas quando seus lábios começaram a se mover uma dor no peito o calou, levou aos mãos até o peito e num último suspiro se estatelou novamente em sua cadeira.
André tomou as primeiras providencias para salvar a vida de Rodrigo, levou ao hospital e avisou a possível viúva, esperou no hospital até sua chegada e depois ajudou a acalenta-la, quando o médico veio conversar com ela e dar seu parecer, André deu seu ombro e ajudou a se restabelecer.
- A senhora tem de trair seu marido ou ele vai morrer.
Por fim disse André a Leda que não pensou duas vezes, deu-lhe um tapa, daqueles bem sonoros, daqueles ardidos que doem mais na honra do que propriamente na alma, virou-se e apontou a saída do hospital sem mais olhar na cara de André.
Uma semana depois Rodrigo recuperado do seu infarte voltou pra casa ao lado de sua santa mulher, olhava pra ela com um ar de frustração, mas ainda sim com uma certeza, era corno. Leda olhava seu marido com tamanho afeto que não conseguia enxergar mais nada em sua frente, chegou em casa e o acomodou confortavelmente, depois tomou um banho demorado, se perfumou e por fim vestiu um vestido curto colado a seu corpo, foi até o marido deu-lhe um beijo e disse:
Tenho compromisso, não se preocupe em me esperar.
Saiu de casa e foi encontrar com André, que já esperava por ela no local onde tinham marcado.
- Amo meu marido, por ele até traio se for preciso.
Disse Leda meigamente, desabotoando a camisa de André e acariciando seu peito desnudo.
Thyago C Correia.
10 de Novembro de 09
Postado por
Thyago C. Correia
às
14:40
0
Críticas
segunda-feira, novembro 09, 2009
O velório.
Ele era desses caras que passa despercebido em qualquer lugar, desses caras que a gente nem vê, ele é o ninguém da repartição, o ninguém da rua, fora de forma, meio calvo e com os ombros caídos, Valdenei era assim, mas era casado com uma senhora de dar inveja a todo mundo, uma senhora linda e diga-se quase quinze anos mais nova que Valdenei.
Gislene, a mulher de Valdenei era a mais bela mulher da rua e comentava-se uma ninfomaníaca que enfeitava a cabeça de Valdenei com todos os pares de chifres possíveis, diziam que havia mais chifres em sua cabeça do que cabelos.
E é aí que entra Osvaldinho, jovem e bonitão, adorador de mulheres casadas, deflorador de virgens e bem, ele não “perdoa” mulher alguma e já andava se enrabichando com Gislene, ela que também não deixava homem algum “passar”, também dava sorrisos lascivos para Osvaldinho.
Mas até um pegador como Osvaldinho sabe que com certas mulheres não se pode fazer nada e qualquer mulher com que Lucimar estivesse era uma dessas mulheres que não se pode nem desejar e para desespero de Osvaldinho, Gislene e Lucimar estavam de caso.
- É batata! Morte certa, mulher de Lucimar não se pega, não se deseja.
Osvaldinho dizia aos ouvintes mais eufóricos e torcedores de seus casos com mulheres casadas e foi um dia que Roberval resolveu tomar partido e ajudar Osvaldinho.
-Alô! É o Valdenei, olha aqui é um amigo teu, tua mulher tá te traindo, ela ta agora com o Lucimar num lugar assim coisa e tal.
Roberval era provavelmente o único que olhava Valdenei como um homem de coragem, ele pensava que um cara como Valdenei matava por bobagem, matava o amante de sua mulher se encontrasse, mas nunca mataria a própria mulher, seu orgulho de corno era fatal, iria lá e dava um tiro nas fuças de Lucimar e deixa o caminho livre para Osvaldinho seu amigo.
Ao saber onde sua mulher estava com seu amante, Valdenei não pensou duas vezes, colocou o paletó, apanhou seu revolver botou no bolso interno do paletó e partiu sem falar nada, ao chegar no local abriu a porta e pegou no flagra sua mulher com Lucimar.
- Para fora daqui agora, antes que eu te der uns bons tiros nessa fuça!
Disse Valdenei para Lucimar e deu dois tiros em Gislene lavando sua vergonha, depois ao perceber o que havia feito deu um tiro em sua própria cabeça, acabando com a tristeza de ter matado sua mulher.
No velório, caixão um ao lado do outro era uma imensa romaria, um chororô imenso, as mulheres enlutadas do lado do caixão, os amigos da repartição ao lado do caixão do Valdenei lamentavam o triste fim do companheiro.
É quando entra completamente desorientado de tristeza Osvaldinho, ao lado de Roberval perplexo pelo desfecho, segurando o amigo que chora copiosamente, ao ver o caixão Osvaldinho se solta de Roberval e corre até o caixão de Gislene e em meio as lágrimas grita.
- Eu não comi!
9 de novembro de 2009
Postado por
Thyago C. Correia
às
20:39
1 Críticas
segunda-feira, dezembro 15, 2008
A QUADRILHA OU UM POLIGONO DE AMOR Prt 6
A CASA DO AMANTE
Depois de ouvir a história Marcos sabia que estava perdido, imaginava em sua mente juvenil que o reitor faria de tudo para dificultar sua vida acadêmica, sentiu-se extremamente egoísta pensando em si mesmo, em vez de pensar na mulher que estava ao seu lado, abraçou forte Marina em quanto pensava no que devia fazer.
Depois de algum tempo e muitas lágrimas Marina finalmente caiu no sono, Marcos fazia carinhos suaves em sua cabeça, fazendo seus dedos passear por seus cabelos, ele não conseguia de forma alguma dormir, pensava nas ameaças que receberá e agora na historia que Marina havia contado, estava assustado e sem saber o que fazer.
Passaram-se horas até que Marcos sucumbiu ao cansaço, quando Marcos acordou passava das nove da matina e Marina já havia se levantado e feito um bom café da manhã, a muito tempo Marcos não comia tão bem logo pela manhã, sorrio e teve um pensamento bom, “Talvez seja bom uma mulher em casa”.
Marcos foi à universidade onde evitou publicidade, passou o dia calado, sem chamar atenção, evitou um encontro constrangedor com o reitor Alberto por duas vezes, uma delas chegou bem perto de acontecer.
Corria a boca pequena pela universidade à demissão da professora Marina, muitos boatos a cerca da demissão de Marina e claro a verdade era cogitada por uns ou outros. Marcos fugia das rodas de alunos que com grande fervor falavam do ocorrido, tão badalado como a demissão de Marina era a admissão do novo professor Pedro.
A última aula do dia de Marcos era com Pedro, o novo professor, Marcos passou o dia pensando se assistiria ou não essa aula, ficou sentado na sua cadeira ponderando até o último instante, levantou-se resolvido, iria embora, mas ao chegar na porta, encontrou Pedro, que lhe sorriu, “já vai”, falou Pedro com um sorriso, Marcos não conseguiu sair, voltou e sentou-se.
A aula de Pedro era num ritmo alucinado, segundo o próprio Pedro, efeito da sua amante branca, os alunos apesar de resistência inicial, logo estavam satisfeitos com o novo professor, Marcos ainda pensava em quem teria revelado ao reitor seu caso, olhava para Pedro com certo receio de ser desmascarado ali no meio da sala, ele praticamente rezava encolhido no seu canto.
No fim da aula Marcos saiu rapidamente sem esperar os comentários dos colegas, “O pior é o falatório” pensava Marcos, “O pior é ter de ouvir o falatório”. Pedro sorria feliz para seus pupilos com a certeza de ter atingido-os e os cativado. Desejou sua amante branca, desejou festejar com sua amante.
Postado por
Thyago C. Correia
às
20:56
2
Críticas
domingo, novembro 30, 2008
Reprovado
Um dos primeiros contos que escrevi, procurei por ele aqui e não encontrei, resolvi colocá-lo, tenho uma enorme simpatia por esse conto.
Trim-trim-trim. Acordo ao som do despertador. Meu mau humor essa manhã era colossal. Arremessei o despertador em algum lugar. Não sei onde. Fiquei um tempo deitado olhando o teto e maldizendo a vida. A contra gosto me levantei e fui até o banheiro. Fiz minha higiene pessoal. Fui à cozinha. Abri a geladeira e como sempre só água. Bebi um pouco e peguei meu rumo.
A primeira pessoa que encontro, seu Mario, o porteiro me sorrir e fala.
- Bom dia.
A felicidade sem motivos de seu Mario me irritava. Ele morava numa favela, tem um filho preso e um assassinado pela policia, era assaltante, sua mulher o largou há dois dias para morar com seu irmão. Respondi.
- Que há de bom seu Marcos. O chamei pelo nome do irmão.
Ele percebeu meu mau humor. Fechou-se e voltou a sentar-se no seu banco solitário. Eu era um vadio metido a intelectual. Passava meus dias numa cafeteiria livraria lendo e conversando com meus poucos amigos e meus alunos. Não falo que sou professor, nunca dou aula. Era pra eu dar aula duas vezes por semana na universidade. Meus alunos vêm na cafeteiria falam comigo e fazem seus trabalhos. Uma porcaria a maior parte deles. Porém só reprovo os que realmente são uma porcaria completa. Sempre aprovo os que não fazem os trabalhos, nunca os alunos descobriram isso. Uma pena, era menos trabalho para mim.
Cheguei à cafeteiria como sempre logo que ela abriu. Li um pouco de um escritor novo. Não lembro seu nome. Poisis era o nome do livro. Poisis, ensaiando para ser eu. Um livro de poemas. Conversei com meus amigos de sempre. E com os alunos, poucos, que foram falar comigo de suas notas.
Quatro da tarde eu estava me preparando para sair. Quando um garoto entrou correndo na cafeteiria gritando meu nome. Um garçom apontou minha mesa. Ele tirou do bolso um revolver 38 e disse.
- Maldito seja, fiz todos seus trabalhos seu porco vadio e você me reprovou.
Pensei mais um frustrado que se acha inteligente. Falei para o garoto.
- Que merda você me entregou?
Ele descarregou a arma em mim e correu. Foi atropelado por um ônibus e morreu na hora. Eu fui socorrido e sobrevivi. O garoto era muito ruim de mira. Ao acordar no hospital me veio um desejo enorme de gritar e esse desejo foi crescendo dentro de mim até que gritei.
-Reprovado!
Postado por
Thyago C. Correia
às
00:42
0
Críticas
sábado, novembro 29, 2008
A QUADRILHA OU UM POLIGONO DE AMOR Prt 5
O ESTUPRO
Quando o Alberto chegou em casa encontrou sua mulher, Marina, ainda em prantos, “certamente chorou todo o dia”, pensou Alberto com um certo prazer. Tinha começado sua pequena vingança, “O homem não pode ser traído e não fazer nada” pensava. Alberto sempre fora um desses tipos de homem que não saíram do século XV, cavalheiro ao extremo e incapaz de perdoar uma traição.
Marina não dirigiu-lhe a palavra, foi Alberto quem primeiro falou “Quero você fora da minha casa sua adultera”. Falou de forma áspera e sem nenhum amor, Marina já tinha feito as malas, algo dentro dela dizia que ele tinha descoberto tudo, ela já não sabia o que fazer, Alberto a olhava com um prazer sádico, caminhou lentamente até onde ela estava e deu-lhe um tapa, antes de rasgar suas roupas e a possuir no chão com enorme selvageria como nuca antes tinha feito.
Alberto depois de satisfazer sua selvageria levantou-se recompondo-se calmamente, sorria, Marina agora encolhida e humilhada derramava ainda umas lágrimas, tinha sido brutalmente violentada pelo seu marido traído, Alberto sorrio satisfeito e novamente falou “Mandei você pra fora da minha casa”.
Marina ainda demorou alguns instantes no chão sentindo dor em todo seu corpo, até ter forças para se erguer, pegou suas malas já prontas e saiu da casa de Alberto, ainda perdida sem saber para onde ir, pensou no seu jovem amante, era o único a quem Marina podia recorrer, dirigiu pela cidade até a casa de seu amante chorando copiosamente, sentindo todo seu corpo queimar, ela sentia um ódio profundo do marido, do ex-marido.
Quando Marina finalmente chegou a casa de Marcos, ele não se encontrava, ela pensou em ir até um hotel qualquer, mas agora ela queria alguém que pudesse abraçá-la, ela esperou na frente da casa de Marcos até que esse retornasse e realmente não demorou muito, Marcos ao ver sua amante sorrio, mas logo percebeu a estranheza de tudo, a essa hora Alberto sempre esta em casa, “o que faz Marina aqui a essa hora?”, pensou Marcos.
Marina ainda chorava, agora de forma bem sutil, em quanto Marcos a guiava para dentro de casa, lá dentro Marcos tentou acalmar Marina que chorou ainda com mais vontade, ele esperou ela chorar todas as suas lágrimas e só depois de quase uma hora de choro Marina teve condições de contar o que havia ocorrido.
- Ele sabe tudo Marcos, tudo.
Postado por
Thyago C. Correia
às
11:39
0
Críticas
sexta-feira, novembro 28, 2008
A QUADRILHA OU UM POLIGONO DE AMOR Prt 4
O terceiro e último candidato se chamava Pedro, com 35 anos, e um currículo realmente invejável, havia se formado em uma das melhores universidades, mestrado e doutorado na universidade de Lisboa, com louvor e os mais belos elogios de seus professores, mas o jovem Pedro tinha seus segredos, um deles era o vício na cocaína, sua ‘amante branca’ como ele gosta de chamar, antes de vir a sua entrevista ele cheirou uma ‘carreirinha’ para “colocar os nervos no lugar”, agora na reitoria da San Vito ele vagava mentalmente pelo cosmo, tentando arrumar uma desculpa para largar o vicio, como se apenas isso não bastasse.
O reitor Alberto que tinha sido chamado a resolver um imprevisto que tinha acontecido de última hora, se atrasou um pouco e Bernadete tratou de tranqüilizar Pedro.
- Não se preocupe, o reitor chegará em breve.
Pedro apenas sorria para Bernadete, parecia realmente não compreender muito bem o que a secretária falava. O Reitor Alberto não passou muito da hora marcada e com um sorriso amarelo entrou na reitoria e sem fazer cerimônias fez entrar na sua sala Pedro, ele entrou na sala, fechou a porta, sentou na cadeira e fez de cara sem ao menos cumprimentá-lo a primeira pergunta. Sabia que tinha de ser Pedro, já descartará as outras candidatas.
- Você deixou seu currículo aqui faz um tempo Pedro, porque esse desejo de trabalhar aqui, na San Vito?
Pedro ainda pensava em algum motivo que o fizesse parar com a cocaína, pensou em dizer “talvez se eu desse aula aqui parasse de cheirar”. Sabia que não podia dizer isso, respirou fundo e começou a sua réplica.
- A San Vito é uma das melhores universidades e trabalhar em um universidade desse calibre é o ápice de qualquer carreira.
O Reitor Alberto sorriu ao ouvir isso, no fundo era isso que ele sentia também, e se felicitou em ser o reitor da San Vito, realmente era Pedro o escolhido, o reitor fez outras perguntas mas já não ouvia as respostas, tinha tomado sua decisão, no fim sorriu apertando a mão do Pedro.
- Meu caro Pedro, a Bernadete vai dizer o que precisamos para que você se torne professor, e dentre uma ou duas semanas você já começará com suas aulas.
Pedro sorriu feliz, mas não sabia o que dizer, felicitou-se e saiu para falar com Bernadete e acertar os finalmente, seria um longo dia para Pedro, banhado a muito pó branco, amaria sua amante como a muito não fazia, não dormiria por dias. Longa semana.
Postado por
Thyago C. Correia
às
11:46
0
Críticas
quinta-feira, novembro 27, 2008
A QUADRILHA OU UM POLIGONO DE AMOR. Prt 3
Mentalmente o Reitor Alberto já excluía Magnólia, não por que não acreditasse na competência dela, porém algo o fazia não querer ela por perto, talvez visse nela uma daquelas mulheres que quebram vassouras e queimam sutiãs e ele não quer uma revolução feminista em sua universidade, “Não aqui”. Pensa o reitor.
No dia seguinte também pontualmente, Ana, chegou a San Vito, seguiu até a reitoria tirando suspiro dos jovens alunos, Ana era realmente uma jovem bonita, tinha apenas 26 anos e um corpo digno de louvor. Olhos cor de mel, uma pele morena oliva, com cabelos que não eram lisos ou realmente cacheados, mas que nela eram o que há de perfeição, seu corpo era muito bem feito, um dos alunos ao cruzar com ela não se conteve, “Que delicia”.
Bernadete ao vê-la teve um espanto não imaginava alguém tão bela, realmente Bernadete não gostará de Ana, a achava bonita de mais, temia que com sua beleza Ana roubasse Alberto como Marina o fez. Como era seu trabalho Bernadete fez Ana entrar na hora marcada com o Reitor Alberto que já a esperava.
Ao vê-la Alberto não pode deixar de suspirar, corou-se. “Que mulher maravilhosa” pensou e novamente corou. A verdade é que o reitor já desclassificava mentalmente a jovem Ana, não por Ana ser jovem de mais ou ter pouca experiência, mas sua beleza estonteante causava temor no reitor.
- Olá, Ana, não tenho muito tempo a perder então vou começar logo, vejo que você é bem jovem e quero dizer que não vejo nisso um problema – O reitor realmente não via problema nisso – mas onde você se vê daqui a, humm, 5 anos.
O reitor realmente foi bem direto pegando Ana ainda desprepara, ela ficou um pouco atônita, olhando diretamente para o reitor e não chegou nem a perceber que Bernadete já havia saído da sala e os deixará sozinhos, ela ficou algum tempo parada sem dizer palavra até que conseguiu falar alguma coisa.
- Olá reitor, bem, terminei agora meu mestrado e desejo muito lecionar na San Vito, daqui a 5 anos desejo ser uma professora bem quista aqui na San Vito, ter terminado meu doutorado e quem sabe ter começado meu PHD, acredito que devemos sempre subir um degrau a mais.
O reitor não exprimiu qualquer reação diante da resposta, de fato o Reitor Alberto não prestará atenção a uma só palavra dita por Ana, ele estava longe, pensando em tudo que lhe acontecerá, ao perceber que Ana terminará sua resposta ele ensaiou um sorriso e continuou a entrevista com as perguntas de sempre e já sem muito entusiasmo, passou pouco mais de meia hora com Ana e a dispensou de seu escritório.
- Bernadete ligará para você até o fim da semana dando-lhe a resposta. Até e obrigado.
Ana sorrio despediu-se dele e de Bernadete e se foi, o reitor afundou na sua poltrona enquanto Bernadete seguia a jovem Ana até a saída. “Bunda durinha” pensava Bernadete olhando para a bunda de Ana, após a saída de Ana, Bernadete voltou a sala do reitor. “Agora ele poderia me agarrar” pensou Bernadete.
“Que belos seios” pensou Alberto ao ver Bernadete diante de sua porta. Ele corou novamente. “para com isso Alberto” pensava em seguida o Reitor Alberto. Bernadete permaneceu imóvel diante da porta por alguns instantes como se glorificando de ser desejada pelo reitor. Ali ela percebeu o efeito que causará em Alberto.
O Reitor Alberto levantou-se de sua poltrona e seguiu calmamente até a porta e então fechou sem falar nada, sentia-se envergonhado de desejar sua secretária, depois ainda com mais calma voltou a sua poltrona e se afundou sem receber mais ninguém.
Ana antes de sair da San Vito ainda ouviu mais uma ou duas cantadas de alunos. “Você é um anjo”. “Certamente você deve ter sido enviada por Deus”. Ali resolveu que mesmo que fosse chamada recusaria, não iria passar sua vida ouvindo cantadas vagabundas de nenhum rapazinho ali.
Postado por
Thyago C. Correia
às
16:49
0
Críticas
domingo, outubro 19, 2008
A QUADRILHA OU UM POLIGONO DE AMOR. Prt 2
CONTINUAÇÃO...
Não demorou muito e Marina saiu da sala, seu olhar estava perdido e a glória de pouco tinha se esvaído em um sentimento de repulsa contra si mesma. Ela não podia entender o porque. Pensou em ligar para seu amante e talvez chorar no seu ombro, mas logo descartou essa idéia, ele era pra ela nada mais que sexo, não poderia pedir colo a ele.
Bernadete não trocou palavra com Marina e logo após ela sair da reitoria adiantou-se ao reitor e entrou em sua sala, com olhos arregalados e sem pronunciar uma palavra ficou de frente ao reitor que a olhou de cima a baixo como se medindo a mulher que parou a sua frente sem ser convidada, não chamará para entrar e não desejava ser interrompido, sua cara de desaprovação logo se estampou em seu rosto e Bernadete deveria ser repreendida.
Pela primeira vez o reitor Alberto percebeu como sua secretária era bonita, o volume que se fazia na sua blusa fez nascer no reitor um desejo de tocá-los, apertá-los em suas mãos. O reitor corou de vergonha e tratou de livrar-se rapidamente desses pensamentos insólitos, franziu a testa e parou um momento ainda observando a mulher que estava diante dele, respirou fundo então falou:
- Quem mandou você entrar Bernadete? Não a chamei e não queria ser interrompido, saia imediatamente daqui e só volte se eu chamá-la.
Bernadete saiu da sala cabisbaixa e sem pronunciar palavra, antes de cruzar a porta olhou mais uma vez para o reitor que a olhava friamente por seus óculos, ela pensou em sorrir para ele, mas os anos que trabalhará para ele a ensinou alguma coisa e agora não era hora de sorrir, Bernadete voltou-se para frente e saiu sem mais titubear.
O reitor Alberto não pode deixar de olhar para a bunda da Bernadete, então mais uma vez desejou tê-la, ele corou novamente, pensou nos seus seios e na sua bunda, desejou apertá-la em sua mão, corou ainda mais, fechou os olhos e abriu para repreender-se nervosamente. “Deixe disso Alberto, ela é sua secretária”. Tratou de esquecer-se do corpo da Bernadete e voltou a seus deveres de reitor.
NA SEMANA ANTERIOR
O Reitor Alberto recebeu das mãos de sua bela secretária bons currículos que os examinou atentamente, descartou a grande maioria restando apenas três, que ele considerou muito bons, resolveu que iria entrevistar os donos dos currículos, não queria chamar muita atenção, para não revelar seus planos antes da hora que ele tinha estipulado, chamou sua secretária pelo interfone e a fez entrar na sala.
- Bernadete, quero que marque pessoalmente as entrevistas, eu mesmo as farei, não quero alarde sobre isso, faça que venham em dias diferentes e em horários distintos.
- Posso marcar o primeiro para amanhã? Perguntou prontamente Bernadete.
- Sim, pode marcar o primeiro para amanhã. Respondeu o reitor Alberto.
- O senhor tem preferência de ordem? Perguntou Bernadete.
- Deixe esse rapaz no fim, quanto as duas, você pode marcar de acordo com sua razão. Respondeu novamente o reitor, fazendo um sinal com a mão para que Bernadete se retirasse.
Bernadete saiu da sala com um leve sorriso de satisfação no rosto, ligou pessoalmente para os candidatos marcando cada um para um dia diferente. Na tarde do dia seguinte e dos dias que se sucederiam o reitor iria encontrar com os três candidatos e um deles seria o novo professor do curso de Jornalismo da San Vito.
A primeira candidata chegou qinze minutos antes da hora marcada, seu nome era Magnólia, tinha agora trinta anos, tinha se formado com louvor na Universidade Católica, Magnólia quase foi freira, desistiu no último instante tendo preferido as aventuras com um quase padre, formou-se então em jornalismo, escreveu muitos anos para um jornal de prestigio na sua cidade, depois que o quase padre a deixou por outra mulher, resolveu partir da sua cidade, foi free lancer algum tempo, concluiu o mestrado e logo depois o doutorado com muito esforço, agora estava sentada na reitoria esperando para ser entrevistada pelo reitor Alberto.
O reitor Alberto estava um pouco apreensivo, por ter de fazer as coisas assim, mas sabia que não podia ser diferente, analisou mais uma vez o currículo da Magnólia e então pelo interfone pediu a Bernadete para fazer Magnólia entrar na sua sala. Ela entrou pela sala com um sorriso no rosto. O reitor e Magnólia se cumprimentaram. Ela sentou e então o reitor sem perder mais tempo que o necessário fez a primeira pergunta.
- Já conheço seu currículo, por isso quero que me diga algo que você acredita ser importante e não tem escrito no seu currículo.
Magnólia ficou surpresa com o pedido do reitor, mas sem pestanejar, falou.
- Reitor Alberto, desde que resolvi que não seria mais uma na multidão e fui atrás de meu sonho, me vi uma guerreira, terminei meu doutorado com muita dificuldade, e nunca desisti de nada, acredito que a coisa mais importante sobre mim é isso, não desisto, luto por tudo que desejo, vou até o fim.
O reitor esboçou um sorriso que fez de Magnólia mais confiante, a entrevista se deu sem mais nada que realmente chamasse atenção ou notório, o reitor fez um ou outro apontamento para usar mais tarde, ao final ele deu um aperto firme na mão de Magnólia e afirmou que sua secretária ligaria daqui a uns dias para falar o resultado.
Postado por
Thyago C. Correia
às
12:41
0
Críticas
sábado, setembro 20, 2008
A QUADRILHA OU UM POLIGONO DE AMOR. Prt 1
A QUADRILHA OU UM POLIGONO DE AMOR
O PERSONAGENS
Marcos um jovem de 22 anos, estatura mediana, branco, olhos verdes, aluno do curso de Jornalismo da Universidade San Vito. Sua atração por mulheres belas, inteligentes e mais velhas acabou pôr fazê-lo amante da professora Marina. Marcos sonha que ela largue seu marido, o Professor Reitor Alberto e casa-se com ele.
Marina um senhora de 40 anos que não aparenta ter a idade que possui. Morena, olhos azuis claros, cabelos cacheados possuem um balanço único e encantador, professora do curso de jornalismo da San Vito, esposa do professor reitor Alberto. Em uma noite de ligeira embriaguês acabou cedendo aos apelos de seu devotado aluno Marcos e uma paixão súbita por ele a fez correr o risco de tê-lo como amante. Marina casou-se muito cedo com Alberto.
Alberto um senhor de seus 50 anos, branco, com poucos fios de cabelo em sua cabeça, já brancos, seus olhos azuis escuro, sempre escondidos por grossas lentes envoltas de um expeço aro negro, seu bigode esconde seu lábio fino. Alberto um exímio físico, passou a ser titular da cadeira de física ainda aos 22 anos, casou-se com Marina quando ela começou o curso de Jornalismo na San Vito, nunca tiveram filhos, Alberto é estéril.
A SECRETÁRIA
Bernadete é uma mulher de seus 38 anos, bonita, morena de cabelos pretos como o ébano, com orgulho ela se lembra de nunca ter usado tinta em seu cabelo, que ainda não dá sinais de começarem a ficarem brancos, ostenta um belo busto e belas pernas bem torneadas, um bumbum durinho e empinado que faz os alunos babarem quando ela passa.
Sempre muito gentil e prestativa a Bernadete é um exemplo de mulher, cuidadosa com os pais e irmãos, todos casados e com seus sobrinhos, seis ao todo, quatro garotos e duas garotas, todos entrando na adolescência, Bernadete nunca casou, pouca gente sabe de seu amor pelo reitor, amor esse que a fez afastar todos os outros homens, ela se mantêm intocada esperando que o reitor Alberto finalmente veja nela a mulher que precisa.
Bernadete na última semana se esforçou ainda mais para mostrar isso ao reitor, a mudança repentina nos planos do reitor provocou nela a idéia de que essa era a hora. Bernadete não nasceu para ser a outra, ela queria ser a oficial e agora ela acredita que é sua chance. Marina vai ser demitida da universidade e mais, da vida do reitor.
O AGORA
Marcos olhava o quadro negro e viajava pelos seus pensamentos sem prestar a menor atenção ao que sua professora e, disso poucas pessoas sabem, amante, Professora Marina falava. De repente um suspiro alto, a sala toda se vira para ele e a professora Marina com um “roncado” vindo da garganta pede atenção a seus alunos. Ela olha Marcos nos olhos exigindo mais atenção de seu amante. Ele baixa os olhos pedindo desculpas e volta a olhar o quadro negro.
De fato Marcos olha fixamente o quadro negro, mas não presta atenção a nada que é escrito ou falado pela sua professora e seus colegas. Um pensamento faz com que Marcos não se concentre. “Eu sei de tudo meu jovem, não espere muito mais disso”. O que será que aquela voz queria dizer? Marcos estava agonizando em seus pensamentos. Quem sabe o que.
Marina parece se superar hoje, seus alunos interagem e sua aula flui perfeitamente, até melhor do que o planejado. O sexo de horas antes a faz radiante, pelas suas narinas ainda correm o cheiro do sexo. Ela suspira e continua sua explicação. Ao terminar a aula os alunos sorridentes aplaudem a professora que agradece e se retira. Tem uma reunião com o reitor.
O reitor Adalberto sorrir em sua sala, as coisas parecem estar indo como ele planejou, a Universidade aumentou seu conceito e suas verbas, o departamento de física, a menina de seus olhos, ganhou nível internacional e sua vida pessoal... A vida pessoal do reitor essa ele prefere não contar, mas ela mudou de repente e o reitor já fez novos planos.
Marina entra na sala do reitor confiante, tinha acabado de dar a melhor aula de sua carreira, sorria mostrando os dentes brancos cheia de confiança. Já o reitor como sempre sério, olhando fixamente para a porta, esperando que alguém a passasse e a fechasse. Marina abriu ainda mais a boca em um largo sorriso, entrou e fechou a porta atrás dela. O reitor devolveu o sorriso, sem muito entusiasmo, apenas um sorriso amarelo.
Marcos após a aula parecia não estar ali, e não estava, em sua cabeça a voz repetia diversas vezes, eu sei..., aquilo maltratava o pobre Marcos. Brincadeira de mau gosto pensava. Talvez um de seus amigos, pensava, qual deles. Mario, Bernardo, João, Paulo... A dúvida maltratava-o ainda mais. Ele desesperava-se.
Na reitoria Marina e o reitor Alberto iniciavam sua reunião. Apenas a fiel secretária do reitor sabia do assunto em pauta. A demissão da professora Marina. Ela mesma digitou a carta a ser entregue a Marina e tinha adiantado alguns dos papéis pra formalizar a demissão. Ela própria fez os cálculos e encaminhou ao contador e só depois de Marina entrar na sala do reitor, ela pessoalmente foi levar ao departamento de pessoal da universidade. O reitor Alberto certamente não encontrará secretária tão fiel e disposta a ajudá-lo como Bernadete.
A conversa com Marina não foi muito longa o reitor Alberto sempre foi um homem direto e dessa vez não foi diferente, ele foi direto ao ponto e sem titubear nenhuma vez falou tudo que tinha para falar a Marina de uma só vez, sem esperar suas reações.
- Minha cara Marina, chamei-a aqui para uma coisa não muito agradável, dar a sua demissão, Bernadete já providenciou os papeis, que creio que já estão prontos, vou chamá-la para trazê-los, o mais, quando chegar em casa conversaremos mais, agora tenho muito que fazer aqui na reitoria.
Bernadete na sala anterior faz planos para o casamento, planeja o nome de seus filhos com o reitor, ela já consegue sentir o sabor da sua nova vida, quando é interrompida pelo reitor.
- Bernadete já está com os papeis?
- Sim, reitor, já tenho os papéis. Respondeu Bernadete. Entrando na sala do reitor para entregar os papeis da demissão de Marina.
Rapidamente Bernadete entrou na sala carregando uns papeis, que entregou para o reitor, ela olhou uma ou duas vezes para Marina bem rapidamente e saiu de cabeça baixa, evitando olhar Marina nos olhos. Marina estava cabisbaixa e com os olhos mareados de lágrimas, isso fez Bernadete quase sentir pena dela, mas sabia que as coisas deviam ser assim.
Postado por
Thyago C. Correia
às
12:48
2
Críticas
