Mostrando postagens com marcador Magnus Corrêa e Casto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Magnus Corrêa e Casto. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, março 09, 2006

Autobiografia de Magnus Corrêa e Casto - Parte VII

REQUER LEITURA DAS PARTES ANTERIORES

Passei a manhã limpando minha casa. Tantas garrafas vazias e piolas de cigarro. Levou basicamente toda a manhã. Estava tão ocupado limpando a maldita casa, que não bebi nada. Naqueles dias era muito, muito raro isso ocorrer. Perto de duas da tarde sai para comprar os ingredientes do jantar. Creio que ainda lembro o que fiz para o jantar. Nhoque. De sobremesa um pavê. Lógico que botei um vinho dos melhores. Para as crianças tinha refrigerante. Não podia esquecer delas.
À noite eu estava ansioso. A hora marcada bateu e nada deles chegarem. Passou horas e horas e eu comecei a me embebedar. Já era perto das duas da matina quando meu telefone tocou. Era Carmem. Ela sorria de felicidades. “Magnus, meu marido apareceu vivo”. Eu não sabia o que sentir. Desliguei o telefone e bebi até não agüentar mais levantar o copo. Cai na minha sala. Bêbado. Triste. Em prantos.
Quando acordei passava das duas da tarde. Tinha quatro garrafas de cachaça vazias do meu lado. Creio que eram duas garrafas de vodka. Tinha fumado três carteiras de cigarros. Minha mente estava confusa. Eu lembrava de ter falado com Carmem. “Magnus, meu marido apareceu vivo”. Chorei novamente. Lembro que aquela tarde escrevi uma dezena de poemas. Eles eram decadentes e tristes. Como aquela tarde foi. Nublada. Nefasta. Escura. Minha vida toda foi assim. Escura. Um ou outro momento feliz, mas sempre acaba assim. Na escuridão.
Acho que por isso relendo o que escrevi vejo tanta escuridão. Lembro que minha infância foi solitária. Não diria que ela foi escura. Ela foi cinza. Nublada, mas sem chuvas. Minha adolescência foi entorpecida. Eu era um moleque poeta, apaixonado e entorpecido. Acho que gostava da idéia de ver o mundo nublado e retorcido.
O marido de Carmem apareceu de repente. Uma mistura de sentimentos mesquinhos me encheu por completo. Resolvi falar com uns amigos e saber o que eles sabiam do marido de Carmem. Maldito. Eu devia ter pessoalmente matado o canalha. Enganando a Carmem por tantos anos ele já não cuidava de esconder suas canalhices. Tentei esquecer. Porém quando o maldito foi preso e assassinado pela policia. Eu não agüentei esconder de Carmem o motivo dele ter sido preso e assassinado.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Autobiografia de Magnus Corrêa e Casto - Parte VI

REQUER LEITURA DAS PARTES ANTERIORES

Em julho de oitenta sete já não podíamos mais suportar. Nosso divorcio foi conturbado. Triste. A linda Demeter teve de assistir tudo. Isis queria um rio de dinheiro, que eu estava disposto a pagar pra ter minha Demeter. Isis ficou com a casa e com grande parte da minha conta bancaria. Sabendo do meu amor por Demeter, Isis resolveu brigar pela guarda da menina. O juiz concedeu a guarda de Demeter a Isis. Eu tinha voltado a beber e fumar como antigamente. Era comum me ver embriagado. Perdi a única coisa que me dava alegria.
Depois do julgamento eu só podia ver Demeter a cada quinze dias. Eram quinze longos dias até que eu pudesse ver Demeter. Nós saiamos para passear no parque. Íamos ao cinema. Ela tinha apenas três anos e não entendia porque eu já não morava com ela. “Pai, porque o senhor não mora mais comigo e com a mamãe”. Ela me perguntava sempre. Eu derrubava uma lágrima. “Eu e a mamãe resolvemos morar separados meu amor”. Como uma criança tão pequena poderia entender aquilo.
Isis para me fazer sofrer ainda mais resolveu ir morar em cidade distante. Não me avisou. Levou minha filha e não me deu noticias por anos. Sofri cada dia. Afoguei-me no álcool. Perdia-me nos cigarros. Eu tinha trinta e nove anos e nenhum motivo pra viver. Na verdade eu tinha, só não sabia onde ele estava. Tempos tristes e difíceis aqueles. Minha poesia ficou negra e obscura. Já não vendia como antes. Minha inspiração havia partido junto com meus filhos.
Foram anos em que a imagem de Carmem me vinha com freqüência. Em meio à dor e no meio da tristeza, a paixão por Carmem renascia com força. Habitava meus sonhos. Em uma tarde por força do acaso encontrei Carmem. Ela estava comprando pão na padaria que fica a duas ruas da minha casa. Lembrei-me de uma música antiga que falava sobre comprar pão e reconhecer o amor ou coisa parecida.
“Magnus é você mesmo?”. “Carmem, o destino me sorriu ao fazer esse encontro”. Conversamos por pouco menos de dez minutos. Ela me convidou para jantar na sua casa. Tinha uma surpresa para mim. Realmente foi uma surpresa. Viúva e com dois filhos. Martin seu filho mais novo com nove anos e Madalena com dez. Ela tinha perdido o marido a pouco mais de três meses. Ainda estava um pouco desolada. Conversamos sobre a morte de seu marido, sobre meu divorcio, sobre a morte prematura de meu filho. Terminamos a noite com uma retribuição do convite. No outro dia ela e seus filhos iriam jantar na minha casa.

domingo, fevereiro 05, 2006

Autobiografia de Magnus Corrêa e Casto - Parte V

REQUER LEITURA DAS PARTES ANTERIORES

Eros nasceu no começo de abril. Um dos meses mais felizes da minha vida. Posso dizer tranqüilo. Eros nasceu forte. Minha Demeter fazia um ano de vida. Eros era tão lindo quando nasceu quanto foi Demeter. Nasceu com quase quatro quilos. Era forte e muito bem de saúde. Assim como quando Demeter nasceu, o quarto do Eros também já estava todo arrumado. Era azul e também tinha penduricalhos por todos os cantos. Ele era lindo. Eros Corrêa e Casto. O nome Corrêa e Casto ressoava por todos os jornais. Minha felicidade era imensa. Minha poesia fluía. Meus filhos poderiam crescer orgulhos.
Aquele foi um ano cheio de maravilhas, meu segundo romance foi publicado. “Nas águas do tempo” foi o nome que o dei. Também publiquei um livro de contos. Contando causos. E ainda um de poesia, que era meu forte. Ganhei vários prêmios pelos três livros. Meu primeiro romance virou um filme. Eu ia seguindo feliz e cada dia mais bem sucedido na literatura.
Perto de novembro, meu irmão veio morar com a família na mesma cidade que eu. Ele trabalhava com criação de software. Tinha um único filho. Que como disse antes conheceu nossos pais. Mario era o nome do meu sobrinho. Tinha sete anos. Meu irmão passou um mês num flat perto da praia, mas acabou indo morar na casa vizinha a minha. Ficamos muito unidos naquele ano. Eu já praticamente não bebi e não fumava. Ele nunca bebeu ou fumou.
Era janeiro de oitenta e sete. Fui convidado para ir dar palestras pela Europa. Parti feliz, mas a felicidade estava perto do fim. Era uma viagem de pouco menos de dois meses. Mesmo com toda a saudade que iria sentir, estava amarrado ao contrato da editora. Fui. Passado um mês meu lindo filho Eros bateu no fogão e uma panela com óleo quente virou sobre ele. Ele corria brincando pela casa. Não sobreviveu. Voltei para casa no mesmo dia. Desolado e sem a menor vontade de sorrir.
Isis estava desolada. Achava-se culpada e eu não sabia o que falar a ela. No fundo eu também achava que ela era culpada. Enterrei meu filho caçula com uma enorme tristeza. Meu irmão quem cuidou de tudo. Nem eu, nem Isis tínhamos condições de fazer coisa alguma. Nossa vida conjugal virou uma grande porcaria a partir daí. Eram brigas e mais brigas. A pobre Demeter foi testemunha de algumas delas. Isis passou a ignorá-la e eu a amava de mais pra ver aquilo.

sábado, fevereiro 04, 2006

Autobiografia de Magnus Corrêa e Casto - Parte IV

REQUER LEITURA DAS PARTE ANTERIORES

Nunca esqueci Carmem devo admitir, mas eu passava dos trinta e ainda não tinha encontrado o conforto de uma família. Muitas mulheres passaram pela minha vida. Algumas me fizeram grandes favores. Outras me usaram da melhor maneira possível. Meus pais sempre quiseram um neto. Meu irmão ainda os atendeu em vida. Eu passava dos trinta. Na verdade já passava dos trinta e cinco Então resolvi que a próxima mulher que entrasse na minha vida eu casaria e teria um filho.
Passei meses sozinho com minhas garrafas e cigarros. Ocupado com um projeto novo. Um romance. Foi o meu primeiro. Chamou-se A palavra é a Ambrósia do homem. Na noite de autógrafos encontrei Isis. “Em nome de quem?”. “Isis, por favor”. Que sorriso lindo. Eu ainda não sabia negar nada a um lindo sorriso. “Ao sorriso mais belo de uma das noites mais entediastes da minha vida. Isis. Com carinho Magnus Corrêa e Casto”. Trocamos telefones. Já me sentia apaixonado por ela.
Nas semanas seguintes todos meus esforços foram focalizados em ganhar um beijo dela. E que beijo. Esperaria até mais para tê-lo. Foi uma paixão súbita e rápida. Eu me perdi completamente nos olhos dela. Que olhos. Que sorriso. A cada dia que se passava mais eu me apaixonava por ela. Em seis meses marcamos o casamento. Treze de julho de mil novecentos e oitenta e cinco. Foi um belo casamento. Cedi aos anseios de Isis em casar na igreja.
Na lua de mel encomendamos nosso primeiro filho. Uma filha na verdade. Demeter nasceu linda no fim de abril do ano que seguiu ao do nosso casório. Demeter Corrêa e Casto. Nasceu com pouco mais três quilos. Ela era linda. Eu não acreditava na beleza que tinha minha filhinha. Isis tinha me concebido a paternidade e eu a amava por isso. A essa altura já tínhamos comprado tudo para Demeter. Seu quarto era amarelinho com penduricalhos por todos os lados.
Em meados de julho Isis me deu a noticia que engravidara novamente. Por deus. Eu fiquei louco de felicidade. Praticamente já não bebia e os cigarros tinham se tornado muito rarefeitos. O que tinha feito da minha vida um pouco mais saudável. Isis e Demeter me davam inspiração diária pra poesia. Eu continuava vendendo cada vez mais. Minha filha cada dia que passava ficava mais linda. E agora eu seria novamente pai. Nesse dia tive uma imensa saudade dos meus pais. Chorei por eles. Chorei pelo meu filho que ia nascer. Chorei de amor por Isis e ainda mais por Demeter
.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Autobiografia de Magnus Corrêa e Casto - Parte III

REQUER AS DAUS PARTES ANTERIORES.

Preparo algo para comer enquanto vou bebendo um pouco de wisky. Perto das oito da noite a comida esta pronta. Começo a comer bebendo um vinho e termino de comer com um copo de cachaça. Alguém uma vez me disse pra não misturar muito. Meu telefone toca. Mariana. Fico pensando o que leva uma mulher a ligar pra um bêbado e chamá-lo pra sair. Um lual. Fico um pouco empolgado com a idéia de ir a um lual com uma bela mulher. Ainda não consigo negar o convite de um belo sorriso. Arrumo-me rapidamente. Pego duas garrafas de não sei o quê e vou ao encontro dela.
A pego em casa e seguimos conversando até o lual. Vamos conversando sobre a vida e percebo como ela é apaixonante. Horas mais tarde estamos nos beijando. Ela tinha um beijo mágico. Que boca. Começamos uma espécie de namoro uma semana depois. Ela inspirou alguns versos. Rendeu um livro que dei o nome de Mari. Dediquei a ela. Ela foi uma das pessoas que me deram força pra diminuir a quantidade de álcool que eu ingeria.
Passamos meio ano juntos. Diminui pela metade a bebida e os cigarros. Quando acabamos eu era praticamente um poeta sóbrio e não fumante. Dois dias depois eu já tinha voltado com força total. Fazia muito tempo que não bebia tanto e não acendia tantos cigarros. Embriaguei-me das dez da manhã as dez da noite. Acordei no hospital. “onde esta meus cigarros e minha garrafa” foi a primeira coisa que eu disse, antes de desmaiar novamente.
Meu pai desejava fazer Direito, não conseguiu. Fui a vitima de seus desejos mais íntimos. Formei-me em Direito aos vinte e cinco anos. Aos vinte e sete eu terminei meu mestrado. Aos trinta eu era doutor. Grande advogado eu fui. Nenhuma grande causa. Meu nome sempre estava nas merdas dos jornais. A poesia me fez famoso cedo. Levei o direito mais como uma espécie de hobby. Um dia antes da morte dos meus pais eu tornei-me doutor. Já era basicamente um alcoólatra. Como disse depois da morte deles me tornei um.
Quando eu tinha uns treze anos conheci Carmem. Minha paixão da vida toda. Eventualmente eu estava me lamentando por não tê-la. Lembro do dia que a conheci. Não lembro do dia que conheci quase ninguém. Lembro perfeitamente o dia que a conheci. Mesmo agora depois de anos e anos. Na época eu estava iniciando com a poesia. Com a boa leitura e com o álcool. Fui muito precoce. Aos quinze a vi partir da minha vida. Ela reapareceu alguns anos depois e meu coração ainda batia por ela.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Autobiografia de Magnus Corrêa e Casto - Parte II

REQUER A LEITURA DA PRIMEIRA PARTE

Nosso romance durou pouco mais de cinco meses. Ela não resistiu a minhas bebedeiras infindáveis. A cada dia que passava eu me tornava ainda mais alcoólatra. E acender cigarros era um habito cada vez mais constante. Eu creio que amava a Melissa. “Agora é tarde” penso, acendendo mais um cigarro e enchendo novamente meu copo. Não durou muito e eu estava enamorado. Foge-me agora o nome dela. Era algo como Larissa ou Clarissa. Era esse sim, Clarissa.
A Clarissa provavelmente estava comigo pelo meu dinheiro. Eu não me importava com isso. Ela fazia sexo muito bem. Tudo que um poeta alcoólatra deseja na vida. Ficamos juntos apenas um mês. O que me rendeu um aviso de despejo. Muito barulho de madrugada. Eu pedia pra ela não gritar. Ela enlouquece no sexo. Mudei-me pra um lugar mais perto do bar.
O sucesso foi à alavanca para o alcoolismo. Antes eu era um cara meio sem dinheiro e tinha de racionar todos os meus gastos. Hoje com alguns prêmios ganhos e vários livros publicados dinheiro não é mais problema. Tento não beber nos dias que vou fazer palestras pra adolescentes. O que quase sempre não acontece. Penso melhor com um cigarro na mão e um copo na outra. Li um dia desses em um jornal que eu era um poeta ébrio constante. Rendeu-me gargalhadas. Ele realmente descobriu meu estado permanente de alcoolismo.
Meus falecidos pais vivam dizendo pra ir devagar com a bebida. Realmente eu fui até o dia em que eles morreram. Já não tinha motivos pra ir devagar. Entreguei-me subitamente ao álcool e aos cigarros no dia que faleceram. Devia ter dito mais que os amava. “Agora é tarde” penso, essa frase vem com muita freqüência a minha mente. Ainda não aprendi a conviver com ela.
O tempo costuma aliviar certas coisas na minha vida, mas ultimamente o tempo não tem ajudado muito. Não que faça diferença isso também. Meus livros continuam vendendo bem, os prêmios continuam vindo, continua entrando dinheiro na minha conta e eu continuo me embriagando diariamente. Hoje por exemplo já estou bêbado pela segunda vez e são apenas 6 da tarde. Não lembro de ter comido nada hoje.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Autobiografia de Magnus Corrêa e Casto - Parte I

Acendi um cigarro e o vi queimar por completo. Como queria não ter acendido o primeiro cigarro da minha vida. Oito anos acendendo cigarros. Quatro tentando parar de acendê-los. Acabei de acender mais um. Fico olhando o maldito queimar e junto dele minha vida. Um sentimento triste me vem à mente e mesmo assim sorrio. A fumaça faz desenhos e minha mente viaja por cada um deles. Mais um cigarro e boto uma dose de algo com teor alcoólico. Não tenho a menor idéia do que. Também não faria diferença. Estou bêbado a horas.
Meu telefone toca. Esmeralda. Linda. Branca como neve, cabelos negros como ébano e olhos verdes como a relva. “Vamos?”. Não consigo negar nada a uma mulher tão bela. Eu realmente odeio aquele tipo de festa. Tecno não é a musica que eu ouviria normalmente. Que droga! Estou bêbado a horas e realmente já não faz diferença o que bebo ou o que escuto. Tomo um banho rápido e vou ao encontro de Esmeralda.
O “agito” estava meio parado quando chegamos. Devia ser por volta das 22 horas. Ela olha nos meus olhos e diz. “Vai bombar em poucas horas, o lugar vai ferver. Que bom que veio comigo”. Solto um sorriso meio indeciso, mas o olhar dela me cativa. Pouco tempo depois estamos “dançando”. Prefiro chamar de mexendo, mas ela cismou de falar que aquilo era dança. Beijos lascivos e apaixonados. Drinques e cigarros.
Já passava de duas da matina quando ela resolveu ir embora. Eu sentia ainda uma energia dentro de mim e resolvi ficar. Ela me deu um ultimo beijo e partiu.Passou alguns minutos. Drinques e cigarros. Foi quando vi um anjo. Tinha de ser um anjo. Ela era ainda mais bela que a Esmeraldo e isso é difícil. Ela sorri pra mim e eu sem hesitar encostei-me a ela. Ela se chamava Melissa. Tinha lido um poema horrível que eu tinha publicado no jornal. “Você captou a essência da minha vida”. Ela disse me olhando nos olhos de uma forma que nunca esquecerei. “Você captou a essência da minha alma”. Eu disse sem perder a oportunidade. Ela sorriu e me deu um beijo.
Lembro bem do dia do nosso encontro. Eu bêbado e me sentindo um fracassado. Ela linda e sorridente. Eu seria capaz de lembra a roupa que ela estava. Um vestido branco amarelado. O tecido era algodão cru. Ela estava impecável. Apaixonei-me subitamente por ela. No outro dia começamos a namorar. Eu poeta incansável de narrar meu amor. Ela uma critica literária que me contemplava com beijos e caricias cada verso.