sexta-feira, novembro 11, 2016
Menina dos olhos de jabuticaba.
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segunda-feira, julho 11, 2016
Versos para Julho
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quarta-feira, março 02, 2016
Soneto ao terceiro
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quinta-feira, maio 29, 2014
A meu pai morto
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segunda-feira, janeiro 30, 2012
Versos para Marina
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quarta-feira, outubro 26, 2011
Um rock para Raul
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sexta-feira, maio 27, 2011
Vinte sete
Que dia? Podem perguntar que dia?
se médico, pajé, padre ou abadessa
Se já teve cólica, ou quem sabe dor de cabeça
Se já cantou, pulou ou gritou de euforia
E ainda sim nem uma pergunta responderia
E ainda sim nem uma palavra que forneça
Nem essa tentativa de poema expressa
O sentimento que como uma epidemia
Narre o que é esse teu dia, vinte sete
Não qualquer vinte sete que venera
Apenas um em meio a tantos compete
A alegria de completar contigo a primavera
E fazer feliz com o mais belo ramalhete
Dessa rosa que a todo ano mais prospera
Thyago C Correia
maio de 11
À Thiara pelo seu dia 27.
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sexta-feira, janeiro 14, 2011
Adorável Canalha - Fabrício Carpinejar
Nunca me vi tão escrito, por alguém que não sou eu.
É um defeito, mas nada mais delicioso do que ouvir de uma mulher: "CANALHA!"
Ser chamado de "canalha" por uma voz feminina é o domingo da língua portuguesa. O som reboa redondo. Os lábios da palavra são carnudos. Vontade de morder com os ouvidos. Aproximar-se da porta e apanhar a respiração do quarto pela fechadura.
Canalha, definitivo como um estampido, como um tapa. Não ser chamado de canalha pela maldade, mas por mérito da malícia, como virtude da insinuação, pelo atrevimento sugestivo. Não o canalha canalha, mas o ca-na-lha, sem repetição. Único. Irrepetível. Não o canalha que deixa a mulher, o canalha que permanece junto. O canalha adorável que ultrapassou o sinal vermelho para levá-la. O canalha que é rude, nunca por falta de educação, para acentuar a violência do amor. Canalha por opção, não devido a uma infelicidade e limitação intelectual. Canalha em nome da inteligência do corpo.
O canalha. Como um elogio. Um elogio para dizer que é impossível domesticar esse homem, é impossível conter, é impossível fugir dele. Canalha como pós-graduação do "sem-vergonha".
Bem diferente de crápula, que não é sensual e define o mau-caratismo indelével, ou do cafajeste, alguém que não presta nem para ser canalha, de índole egoísta e aproveitadora.
Eu me arrepio ao escutar canalha. Um canalha que significa o contrário do dicionário. Nem perca tempo consultando o Aurélio e o Houaiss, que não incluem o sentimento da pronúncia. Estou falando do canalha que suscita aproximação, abraço, desejo. Um canalha que é um pedido de casamento entre as vogais.
É pelas expressões que se define a segurança masculina. Sempre duvidei de homem que diz que vai fazer xixi. Xixi é coisa de criança. Eu não represo a gargalhada quando um amigo adulto e de vida feita comenta que vai fazer xixi. Imagino o cara sentado. Infantil, como Ivo viu a uva. Já urinar é muito laboratorial. Prefiro mijar, direto, rápido e verdadeiro. As árvores mijam. Os relâmpagos mijam. Os cachorros mijam para demarcar seu território. Aliás, o correto é não anunciar, ir ao banheiro apenas, para evitar constrangimentos vocabulares.
Canalha funciona como uma agressão íntima. Uma agressão afetuosa. Uma provocação. Não se está concluindo, é uma pergunta. Canalha é uma interrogação gostosa.
Não ficarei triste se esquecer meu nome, chame-me de canalha.
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domingo, dezembro 12, 2010
Versos de casamento
Hoje, é desses dias felizes, é dia de sorrisos.
A vida corre inevitavelmente para o futuro
E o futuro é sempre repleto de oportunidade
E ninguém encontra sozinho a felicidade
Estamos todos em busca de um parceiro
Achar esse parceiro é entrar no futuro
Aí é se atirar nele com toda intensidade
Então selamos o amor numa festividade
Casar é isso, selar um amor grande e puro
Casar é dividir, das flores o perfume e o orvalho
É juntos, a noite dormir e de manhã acordar
Se amarem não importando o que diga o espelho
Hoje você realiza o grande sonho de casar.
E em algum lugar o mais forte carvalho
Certamente abençoa esse seu amar
Thyago C Correia
Dezembro de 10
Para Guria, minha irmã mais nova, com amor e carinho todas as palavras que pude juntar.
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domingo, novembro 28, 2010
Versos para Vito
Para onde fores, meu filho, lá estarei
Em cada tropeço, em cada alegria
Seremos um exemplo de sinergia
O que e quando precisares, eu serei.
O amigo no fim de tarde, meu rei
E no fim da tempestade a calmaria
Serei o abrigo e precisando de companhia
Lá estarei, essa será a nossa lei.
E quando precisares apenas de um abraço
Teu pai lá estará sempre de braços abertos
Porque é teu, do meu amor o maior pedaço
Lembre sempre que nos dias incertos
Nosso amor será um forte laço
Que nós une, assim eu te alerto
Novembro de 10
Thyago C Correia
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quinta-feira, janeiro 07, 2010
Soneto
Se te magôo não é por não te amar
E se te faço chorar não é por maldade
Quando beijei outra boca tinha outra idade
E meu canto não tinha a ti para cantar
Se te firo não é por castigo
E se não te chamo não é desamor
Tua falta é meu maior pavor
Meu caminho é apenas contigo
Com amor e com muito afeto
Meus versos todos ti dedico
E por isso te fiz esse soneto
Esse meu amor por ti ratifico
Com essas rimas que inquieto
Apenas para ti fabrico.
Thyago C Correia
Janeiro de 2010
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terça-feira, outubro 09, 2007
Do caos para o Kaows
Viemos do caos e para o caos voltaremos.
Do caos para o Kaows
A honra de ter-te me engrandece
Amigo mais honrado que encontrei
Teu nome no céu em preto escreverei.
E farei para ti minha melhor prece
Carvalho forte que nos envaidece
Ombro amigo que sempre nos apóia
Tua amizade, amigo, é uma bela jóia
Que aos teus amigos muito enriquece
E hoje quando me falam de luto
Lembro que ao teu lado apenas sorri
Pois sim, alegria contigo era o fruto
E quando gritarem que também morri
Amigos não vivam por mim em luto
Mas como vivo por ti, possam sorrir.
Thyago C Correia
09/10/07
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sexta-feira, julho 27, 2007
Mesmo Sangue
Amizade é algo que mesmo com o passar dos anos, as brigas, as intrigas, as dores, sempre há de prevalecer.
Mesmo sangue
À Thyago
Tu há de apagar a última vela do castiçal
E também há de deixar de si a lembrança
A voz, a calma, e os anos da doce vingança
Cravejando em mim teu nome de serviçal.
Não te esquece de fechar a porta agora
Pois é frio o vento que sopra do poente
E a náu, longe, caminha lenta e doente
Na procisão de tantos dias de outrora
É o dia que anuncia o fim da caminhada
A noite tristemente alforia a alvorada
Madrugada nostalgica e o gosto do vinho
Partimos para onde a relva é mais densa
No refúgio do último poema que pensa
Querendo em cada mulher o mesmo ninho!
Di Cervantes
Julho de 2007
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sexta-feira, outubro 14, 2005
Códices do amor despedaçado
Um dia tudo acaba, a alegria, a paixão, a dor, a vida. Disse certa vez um gênio chamado Nelson Rodrigues: O amor não acaba, se acabou não era amor, mas eu digo até o amor acaba um dia, se muito judiado.
Códices do amor despedaçado
À Di Cervantes
Códices que velam nosso amor
Destruídos como as asas de Ícaro
Certamente chegamos ao pícaro
De nossa existência cheia de dor
Quando um dia eu a ti for
Negarás o teu ombro, o teu acalento
Mas saibas que para ti não minto
Me negas a verdade de meu amor
E se um dia tu me bateres a porta
(Sei que isso chegará a acontecer)
Diferente de tu, vou te receber
Será a última vez que te abro a porta
E calado escutarei teu pranto
Até chorarei com você, mas uma vez
Aí já lembrando o que você me fez
Tu irás embora e nossa historia terá um ponto.
Thyago C Correia
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segunda-feira, outubro 10, 2005
Nunca mais
A tempos não lia algo de tão bom gosto literário.
sublime, magnífico, maravilhoso.
Ótimo saber que tenho junto a mim uma das mentes mais brilhantes que tive o prazer de conhecer.
Nunca mais
Mais uma noite, buscava em minhas leituras um outro mundo. Algum que me tirasse deste, pois, para mim, já nada valia. Passava as madrugadas lendo até a exaustão e dessa forma resistia à amargura e à culpa que rondavam minha alma.
Tais sentimentos fizeram de mim um homem doente. Depois da ida da minha querida Leonora, os anjos que guardavam esta casa, trazendo harmonia e felicidade, se dispersaram e nunca mais voltaram. Dessa maneira, fiquei só e a solidão traz consigo coisas que muitas vezes podem ser perturbadoras para a consciência humana.
Naquela noite em especial, nenhuma leitura acalmava meu espírito. A tristeza do amor saudoso emergia em meu coração fazendo-o bater descompassado, como se algo no universo estivesse fora de seu lugar habitual. A tempestade que caía jazia as lágrimas da partida ainda sentida em meu ser.
Previ que seria uma noite longa como tantas outras que já vivi. Ares de outros mundos cobriam toda a casa e fazia daquele ambiente um espaço onde pairava o sonho, o invisível e eu já não sabia se meu solitário lar se encontrava na mesma rua em que sempre estivera. Num instante que os sonhos tentavam me conduzir a Morpheu, batidas em meus umbrais fizeram com que meus olhos despertassem daquela doce sedução que me entorpecia sem que, entretanto, a realidade voltasse a tomar conta do ambiente. A energia e a atmosfera mantiveram-se presentes e fizeram meu corpo levantar-se para ver, assim, que estranho visitante batia em meus umbrais.
No entanto, nada encontrei quando procurei o indivíduo que lá chamava com suas batidas. Com a sensação que tudo flutuava, como que se encontrasse em um diferente plano astral, chamei pela minha amada, pois naquela noite os umbrais que separavam os mundos estavam abertos, eu sentia.
Quando tais pensamentos me recorreram busquei qualquer sinal que trazia minha esposa ao seu antigo leito e novamente batidas ouvi. Da janela surgiu àquela entidade no cômodo em que fazia minhas leituras e que me conduziam a outros mundos.
Olhava-me com o olhar daquele que bem conhecia. Longas datas me ligavam àquele ser da noite. Brilhava com a certeza que seu olhar me atingia e me rasgava ainda mais em culpa e amargura.
De cima de minha Atena, aqueles olhos demoníacos faziam as lembranças de minha amada surgir em minha mente e respondiam as minhas perguntas sem que precisasse pronunciá-las. “Nunca mais”, dizia a ave agourenta para minha esperança de rever Leonora. “Nunca mais”, para a vinda da paz nesta casa solitária. “Nunca mais”, para que aquela visita, com seu olhar inquisidor, desaparecesse da minha existência.
Percebi, assim, que escravizado estava. Toda a eternidade, aquele ser permaneceria ao meu redor, lembrando-me de minha amada e da dor da culpa de perdê-la de forma tão inesperada aos meus olhos. Como eu imaginaria que ela partiria, uma simples febre a levaria junto às hostes celestiais! E o olhar daquele negro ser mostrava-me a negligência do meu amor à Leonora.
Despertando-me da magia daquele olhar que me prendia, um barulho fez-se na janela. Notei que ela abrira-se devido à tempestade que caia. Neste instante, percebi que de pé estava, diante do reflexo da minha imagem no espelho; entretanto, o olhar que lá se via era aquele que dizia a toda hora: “nunca mais”.
Marina Gama
Baseado no poema de Edgar allan Poe "O Corvo"
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